9 de maio

Treinamento de Força e Foam Roller

Benefícios da auto liberação miofascial

Treino, conhecimento e evolução

Treino, conhecimento e evolução

Após a matéria HIIT + Foam Roller, o master trainer Alexandre Kessler Vieira traz uma reflexão importantíssima sobre o treinamento de força e a importância da auto liberação miofascial para a melhora de resultados. Acompanhe:

“Imaginamos o futuro ideal em nossa área da saúde, onde os profissionais de Educação Física, Nutrição e Fisioterapia trabalhem em ambientes compartilhados, prescrevendo e discutindo metodologias e programas de treinamento específicos aos objetivos de seus clientes. A cada dia que passa, a ciência se renova (a passos largos) apresentando novas evidências. Desta forma, os profissionais precisam entender e, sobretudo, dominar a ciência, como também vivenciar as experiências práticas de várias áreas de conhecimento.

Portanto, ao falarmos um pouco sobre os mecanismos adaptativos do treinamento de força e, ao comentar especificamente sobre os métodos visando o ganho de massa muscular e de resistência muscular específica, percebemos que ambos são submetidos a algo em comum, que é o Princípio Universal da Adaptação. Por isso, após sofrermos um “estímulo agressivo controlado e planejado”, o corpo sofre um processo de readaptação buscando um novo equilíbrio momentâneo (ZATSIORSKY, 2006; SIFF, 2004)

Resumindo, durante o processo de recuperação ou supercompensação, o corpo sofre alguns desconfortos musculares, dores localizadas (DOMS) e perda de força e coordenação motora de forma aguda (SCHOENFELD, 2010; 2012; 2013; 2015). Enfim, porque isso acontece e como podemos nos beneficiar com o uso do Foam Roller e da auto liberação miofascial?

A característica dos estímulos tensionais — que a médio/longo prazo promovem o aumento de força e hipertrofia muscular, através da combinação do aumento do número de sarcômeros em série, especialmente nas ações musculares excêntricas e dos sarcômeros em paralelo, durante as ações musculares concêntricas (ROIG et al, 2009; NARICI et al, 2016) — é causar, de forma aguda e imediata, o rompimento das miofibrilas, gerando uma lesão tecidual com respostas inflamatórias, ocasionada pelas contrações musculares, executadas até a falha momentânea muscular, ou ao grande volume total de trabalho (DRINKWATER et al, 2005; GOTO et al, 2005; KRAEMER e RATAMESS, 2005; WEST et al, 2009).

Os estímulos metabólicos — caracterizados por ações musculares submáximas, sustentadas em estado de hipóxia e baixa disponibilidade de oxigênio, com acúmulo de lactato e queda de PH, além de momentos de oclusão vascular e posterior efeito “cell swelling” ou “pump” — são precursores de adaptações, tanto miofibrilares, como sarcoplasmáticas (LANG, 2007; TAKARADA, 2000; 2004; TOIGO et al, 2006).

Contudo, ambos estímulos podem desencadear “myofascial trigger points”, que são nódulos e aderências causados por espasmos e bandas musculares tensas, como resultado das ações musculares sustentadas até a falha muscular ou em hipóxia, com acúmulo de mediadores inflamatórios (BRON e DOMMERHOLT, 2012). Devido essas evidências, recomendamos o uso do Foam Roller através da auto liberação miofascial em momentos pré-treino (warm-up) e pós-treino (cool-down), pois ele auxilia no processo de liberação desses nódulos e aderências; proporcionando uma oportunidade de reorganização dos padrões de movimentos coordenados, além de uma melhoria na flexibilidade e amplitude de movimento, pois possibilita maior capacidade de “excursão muscular” e “tissue quality”, o que potencializa uma maior eficiência da curva Comprimento-Tensão e do aparato contrátil durante as ações musculares (RASSIER e HERZOG, 1999).

As pesquisas e evidências continuam chegando e nós estamos aqui ligados para manter vocês informados!Siga-nos em nossas redes (site, blog,Facebook, Instagram, Youtube) e fique ligado nas novidades!
Aqui, teoria + prática = sucesso”

Referências:

1- BRON,C; DOMMERHOLT, JD. Etiology of Myofascial Trigger Points. Curr Pain Headache Rep 16: 439-444, 2012.
2- DRINKWATER,EJ et al. Training leading to repetition failure enhances bench press strength gains in elite junior athletes. J Strength Cond Res 19: 382-388, 2005.
3- GOTO,K et al. The impact of metabolic stress on hormonal responses and muscular adaptations. Med Sci Sports Exerc 37: 955-963, 2005.
4- LANG, F. Mechanisms and significance of cell volume regulation. J Am Coll Nutr 26: 613- 633, 2007.
5- KRAEMER, WJ; RATAMESS, NA. Hormonal responses and adaptations to resistance exercise and training. Sports Med 35: 339- 361, 2005.
6- NARICI, M et al. Muscle structural assembly and functional consequences. J Exp Biol 219: 276-284, 2016.
7- RASSIER, DE; HERZOG,W. Length dependence of active force production in skeletal muscle. J Appl Physiol 86: 1445-1457, 1999.
8- ROIG, M et al. The effects of eccentric versus concentric resistance training on muscle strength and mass in healthy adults: a systematic review with meta-analysis. Br J Sports Med 43: 566-588, 2009.
9- SCHOENFELD,B. The mechanisms of muscle hypertrophy and their application to resistance training. J Strength Cond Res 24: 2857-2872, 2010.

10- SCHOENFELD,B. Does exercise-induced muscle damaged play a role in skeletal muscle hypertrophy? J Strength Cond Res 26: 1441-1453, 2012.
11- SCHOENFELD,B. Potential mechanisms for a role of metabolic stress in hypertrophic adaptations to resistance training. Sports Med 43: 179-194, 2013.
12- SCHOENFELD,B et al. Effects of repetition duration during resistance training on muscle hypertrophy: A systematic review and meta-analysis. Sports Med 45: 577-585, 2015.
13- SIFF, MC. Supertraining- 6ª Ed. Denver: Supertraining Institute, 2004.
14- TAKARADA,Y; TAKAZAWA,H et al. Effects of resistance exercise combined with moderate vascular occlusion on muscular function on humans. J Appl Physiol 88: 2097-2106, 2000.
15- TAKARADA, Y et al. Cooperative effects of exercise and occlusive stimuli on muscular function in low-intensity resistance exercise with moderate vascular occlusion. Jpn J Physiol 54: 585-592, 2004.
16- TOIGO,M; BOUTELLIER,U. New fundamental resistance exercise determinants of molecular and cellular adaptations. Eur J Appl Physiol 97: 643-663, 2006.
17- ZATSIORSKY, V; KRAEMER, W. Science and Practice of Strength Training – 2ªed. Champaign: Human Kinetics, 2006.
18- WEST, DWD et al. Resistance exercise induces increases in putative anabolic hormones do not enhances muscle protein synthesis or intracellular signalling in young men. J Physiol 587: 5239-5247, 2009.

Clique e leia a matéria Foam Roller + HIIT

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