4 de setembro

O Super Allan Josefh

Fisioterapeuta e jogador da seleção brasileira de rugby revela como concilia duas carreiras tão complexas.

Profissonal dedicado | Foto: Arquivo Pessoal

Profissonal dedicado | Foto: Arquivo Pessoal

Sabe aquela história em quadrinhos onde o protagonista parece ser uma pessoa normal e de repente se transforma em um super-herói? É mais ou menos essa a vida que Allan Josefh leva, afinal, não é nada fácil se equilibrar entre a profissão de fisioterapeuta e jogador da seleção brasileira de rugby.

“Para ser sincero não sei como consigo conciliar a vida de atleta e fisioterapeuta (risos). É muito difícil, pois a fisioterapia é onde tenho maior retorno financeiro, já o Rugby é a busca de um sonho. Diariamente atendo entre 10 e 12 pacientes, consequentemente, trabalho em torno de 10 à 12 horas por dia, e ainda arrumo tempo para fazer os treinos de academia e campo. Mas tenho certeza que todo esse sacrifício valerá a pena”, afirma.

Sobre o início da jornada, revela. “Comecei a jogar rugby em 2006 pela faculdade e depois de um ano passei a jogar o torneio nacional pelo clube Rio Branco. Iniciei na fisioterapia em 2004, pela Universidade Paulista (UNIP). Me formei em 2007 e, em 2008, realizei pós graduação em desportivo e terapia manual. No ano seguinte comecei a estudar osteopatia e me formei em 2013 (foram 5 anos pela escola de Madrid).”

O maior incentivo para seguir jogando veio da confirmação do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. “Estou muito motivado e determinado com esse objetivo que tracei para minha vida, sonhando que 2016 chegue logo e curtindo muito cada momento”, comemora.

De alguma forma, estar em dois lados opostos, ao mesmo tempo, também tem suas vantagens. “Como vivencio a alta perfomance diariamente, entendo melhor o que se passa com cada atleta no meu consultório. Ser fisioterapeuta me ajuda muito na parte regenerativa, com soltura (Foam Roller), kinesio, tina de gelo e exercícios proprioceptivos.”

Allan conta como o Foam Roller se tornou uma ferramenta diária em sua rotina, tanto de atleta, como de fisioterapeuta. “Não só eu utilizo, como todos os meus pacientes e, basicamente, todos jogadores da seleção brasileira de rugby também. O Foam Roller tem ajudado demais na liberação miofascial e, consequentemente, na prevenção de lesão.

Sobre a osteopatia, uma de suas especialidades, ensina. “O tratamento osteopático baseia-se em avaliações físico-funcionais, testes e análises biomecânicas de todos órgãos e sistemas (ósseo, muscular e articular) e atua terapeuticamente, de forma manual, sobre os distúrbios que possam comprometer a saúde dos tecidos e do indivíduo como um todo. A Osteopatia ajuda diretamente e indiretamente o atleta, seja em uma lesão/trauma, ou também na atuação do sistema nervoso (diminuição da ansiedade para um torneio, melhora na qualidade do sono, entre outros estímulos).

Para a galera que está sempre na torcida, Allan manda um recado. “Agradeço a todos que confiam no meu trabalho e incentivam seu fisio a jogar e representar o Brasil em 2016. Cada um de vocês faz parte da minha motivação! Obrigado.”

Acelerando rumo ao Rio 2016 | Foto Jump

Acelerando rumo ao Rio 2016 | Foto: FotoJump

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