26 de agosto

O pioneirismo de Silviane Vezzani

Fisioterapeuta revela detalhes sobre seu início e evolução na profissão.

Silvianne Vezanni foi uma das pioneiras na fisioterapia esportiva no país. “Basicamente, de 1986, até hoje, simplesmente tudo mudou. Tínhamos que ensinar o que era fisioterapia, não existia a figura do fisioterapeuta, muito menos o esportivo, que foi a área que eu escolhi. Hoje, os brasileiros são considerados uns dos melhores fisioterapeutas do mundo. Nossos atletas nos levaram para seus clubes na Europa e lá muitos ficaram”, afirma.

Confira a entrevista com Silvianne, entenda a importância da fisioterapia preventiva para evitar lesões (como as do ombro, por exemplo) e saiba mais sobre a liberação miofascial.

Logo que você se formou, já começou um trabalho de Fisioterapia no Departamento Médico da Sogipa, em Porto Alegre, e, em seguida, na Seleção Brasileira de Vôlei Juvenil. Conte-nos um pouco sobre sua paixão pelo esporte e o início na profissão.

Desde o meu 3º semestre de fisioterapia, percebi que poderia ajudar muito no esporte, não existia a fisioterapia dentro do clube, apenas médico e massagista. Junto com mais 2 colegas, iniciamos um trabalho inovador de uma forma maravilhosa com todo o departamento médico. Fomos crescendo juntos, aprendendo juntos, nos ajudando, pois tudo era muito novo. Entrar para seleção de vôlei juvenil foi uma honra e agradeço a oportunidade para a Sogipa, que ente 1986 a 1989 foi um clube que sediou várias seleções e, desta forma, o departamento médico pode crescer ainda mais. Com a seleção fui para Argentina, Venezuela, Cuba, além dos treinamentos no Rio de Janeiro. Iniciava a minha carreira de fisioterapeuta esportivo efetivamente.

Qual a importância da fisioterapia preventiva para evitar lesões do ombro em atletas praticantes de vôlei e tênis, por exemplo?

Fundamental para a longevidade desta articulação. São esportes em que a mão está acima da cabeça, o que aumenta o impacto subacromial e porque são arremessadores, onde aumenta a chance de terem instabilidade anterior devido a rotação externa extrema para realizar o gesto esportivo. Com isto, a prevenção através da cinesioterapia, tentando sempre centralizar a cabeça umeral e também manter as forças estabilizadoras, são fundamentais para a longevidade articular.

Você se graduou no IPA (Instituto Porto Alegre) e agora ministra aulas como convidada. Ser professora é outra grande paixão?

Gosto muito de ensinar e trocar experiência com outros colegas. Prefiro dar aula na pós-graduação do que na graduação, pois acho que tenho mais o que oferecer para os profissionais, já que não me dediquei na área acadêmica, ou seja, não fiz mestrado e nem doutorado.

Você também ministra cursos independentes e, dentro deles, uma parte dedicada a liberação miofascial com o Foam Roller. Como você descreveria os resultados, de uma forma geral?

Os cursos para o uso do Foam Roller tem a intenção de ensinar a usar uma ferramenta maravilhosa sem erros e com consciência terapêutica. Perdemos muitas ferramentas por não saber usar e assim os resultados não chegam e elas são abandonadas. Saber porque usar, como usar e em qual situação, é fundamental para qualquer técnica.

Qual a reação dos seus atletas ao descobrirem que possuem uma ferramenta de auto liberação miofascial?

Hoje, os atletas tem o Foam Roller como um aliado para o final de treino, os tenistas profissionais levam na raqueteira e a sala da fisioterapia virou sessão de Foam Roller. O resultado, portanto, é muito bom. Com alívio de dor, recuperação da mobilidade pós-jogo ou antes da competição (eu prefiro depois). Gosto também de usar o Foam Roller antes de iniciar o tratamento cinesioterápico, onde a reeducação é muito importante. Com mais mobilidade o atleta assimila melhor a reabilitação.

Gostaria de deixar algum recado aos leitores a respeito dos seus próximos cursos e compromissos?

Em agosto, estarei ministrando um curso sobre reabilitação do membro superior ombro, cotovelo e mão.

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