9 de novembro

Jogue melhor com a Golfepilates

Pilates, treinamento funcional e auto liberação miofascial a serviço do seu handicap

Melhore seu jogo

Melhore seu jogo | Foto: Divulgação

A Golfepilates é uma empresa localizada em São Paulo e especializada no setor da preparação física para o golfe. Atende jogadores amadores e profissionais de todas as idades, incluindo serviços de personal training (individual ou em pequenos grupos), equipes de clubes, clínicas empresariais de desenvolvimento pessoal e torneios periódicos. Conversamos com Africa Alarcón, criadora do método golfepilates, para saber mais sobre esse trabalho de excelência.

Como desvios e compensações corporais influenciam na técnica e até mesmo no aparecimento de lesões dos praticantes?

Como em qualquer esporte, a deficiência de mobilidade ou estabilidade em alguma articulação vai causar padrões de movimentos deficientes e compensações que podem provocar lesões. No golfe é muito comum, principalmente em jogadores amadores que não participam de um treinamento especializado, as compensações corporais causadas por passar muito tempo sentado ou deficiências de postura, que podem provocar alterações na execução do swing. Devemos entender que técnica é diferente de estilo. Estilo é a maneira como você realiza o movimento, se refere à timming, amplitude, posicionamento, etc. A técnica está relacionada com a eficiência da tacada, ou seja, se a bola realiza um vôo reto, se possui distância e direção e se o jogador consegue repetir o movimento com consistência. Quando o jogador tem dificuldade de manter a coluna neutra (falta de estabilidade lombar), a coluna torácica, quadril e joelhos precisam compensar com excesso de mobilidade. Falta de mobilidade no quadril, entretanto, vai provocar perda de estabilidade lombar e de joelhos. No final, a técnica e a eficiência da tacada sairão prejudicados, sem contar com as lesões que o movimento repetitivo, em um padrão errado, podem causar.

Quais as principais lesões relacionadas ao esporte?

Os principais pontos do corpo que mais sofrem lesão, tanto para jogadores amadores como para profissionais, são lombar, cotovelo, punho e ombro. O que diferencia o amador do profissional é a causa das lesões. Normalmente, o jogador profissional sofre lesões decorrentes de excesso de treino sem o apropriado descanso, o chamado overtraining. Já os amadores, sofrem lesões decorrentes de deficiências na técnica, causadas por compensações e desvios no padrão de mobilidade e estabilidade das articulações. É muito comum entre os amadores, se acreditar que jogar com dor lombar é normal. O uso de carrinhos de golfe e bolsas muito pesadas, carregadas às vezes em um ombro só, contribuem para o aparecimento da dor lombar. Além disso, durante uma partida, o jogador caminha em média 8km, realiza ao redor de 80 swings e se agacha para posicionar a bola ou recuperá-la do buraco 36 vezes. Repetir constantemente um movimento, sem se preocupar em manter a coluna neutra e sem força de centro, será o principal fator para o surgimento de lesões na lombar.

Qual a importância do treinamento funcional para os jogadores?

O início do treinamento funcional sempre acontece com uma avaliação do movimento e do funcionamento das articulações envolvidas no esporte. A partir do momento que se conhece o funcionamento do corpo do atleta é fácil deduzir quais são os pontos fracos que podem prejudicar sua técnica. O treinamento funcional para golfe envolve construir um jogador com repertório motor, capaz de manter a postura do stance sem cair na fadiga rapidamente, com estabilidade e potência para produzir tacadas longas, com boa direção e, principalmente, sem lesões. Como o golfe não é um esporte que exija grandes esforços físicos (aeróbio ou anaeróbio) o foco principal é sempre a prevenção de lesões.

Em relação ao pilates, como o método auxilia nessa evolução?

O pilates auxilia o jogador de golfe principalmente no ganho de consciência corporal, fortalecimento do centro e dissociação entre quadril e cintura escapular. Compreender o que é uma coluna neutra, como os movimentos antero-posterior e transversos de pelve influenciam o swing, e como trabalhar o corpo de maneira fluida e coordenada, é essencial para todo golfista. Nesse aspecto, o pilates é um método perfeito. Mas, como todo método, tem seu dia e lugar. O treinamento dos golfistas não deve se ater a um método simplesmente, seja o pilates, a yoga, ou o treino com kettelbell. Todos os métodos possuem sua especialidade e seu momento ideal. O pilates, por exemplo, é a porta de entrada com meus clientes para transformar um corpo desconectado, com compensações e desvios posturais, em um corpo “funcional”. A partir desse momento, o jogador precisa trabalhar a velocidade e força, mas aí o pilates já não se encaixa mais. Nesse momento, entra o treinamento funcional, com o uso de pesos, elásticos, barras e kettlebells. Movimentos de agilidade, tridimensionais e integrados, fazem parte, diariamente, da sessão de treinamento na fase 2. Quando o aluno passa dessa fase, entra o treino de potência. Respeitar esta sequência e escolher o método que mais se adequa à situação é responsabilidade do profissional. Não precisa escolher uma técnica como se fosse uma religião. A beleza da nossa profissão é que temos uma quantidade enorme de variáveis para usar na elaboração de um programa. Cabe a cada um aprender as diferentes técnicas e saber escolher a que mais se adapta ao seu cliente.

Quais os principais resultados relatados pelos alunos após iniciarem o treinamento?

Os golfistas apresentam melhoras rápidas na performance em campo. A princípio, o que os alunos relatam é a melhora de dores lombares, normalmente porque compreendem melhor como a postura ideal deve ser mantida durante às 5 horas de jogo. Pela melhora da postura, automaticamente a técnica também evolui, então o jogador começa a bater mais longe e reto. A medida que o aluno vai ficando mais forte, flexível e coordenado, a evolução técnica se remete na meta final de todo jogador, abaixar o handicap.

Nesse contexto, como costuma utilizar o Foam Roller e quais os resultados obervados?

Utilizo o Foam Roller Brasil no início de cada sessão de treinamento, com o objetivo de fazer uma liberação miofascial e permitir movimentos com mais amplitude. Quando o aluno sente dores musculares causadas por tensão, também utilizo o Foam Roller. Em alguns casos, os ensino a realizarem a massagem sozinhos e praticar diariamente. Aos jogadores profissionais, recomendo fazer soltura miofascial antes do aquecimento dos torneios e ao final do jogo, para evitar dores musculares e poderem jogar 4 ou 5 dias seguidos. Os resultados que observamos é a diminuição das dores musculares, aumento da amplitude do swing e mobilidade geral.

Vocês atendem apenas presencialmente ou prescrevem treinamentos à distância?

Atendemos jogadores amadores e profissionais de todas as idades. Estamos localizados em São Paulo mas também fazemos assessoria à distância, principalmente com jogadores profissionais que precisam viajar uma ou duas vezes por mês. Em todos os casos, a primeira avaliação sempre deve ser presencial, para poder planejar o treinamento de maneira personalizada.

Qual a maior satisfação em relação aos resultados obtidos?

Nossos clientes não buscam resultados estéticos, buscam qualidade de vida e evolução no esporte que amam. Quando um jogador que está frustrado por lesões decorrentes – ou porque sua evolução no jogo estagnou, ou porque quer aprender a técnica com mais eficiência – consegue bater metas e se livrar das dores, o jogo de golfe volta a ser um prazer e isso traz felicidade e satisfação. Temos alunos que nos enviam fotos levantando taças em diversos eventos e vídeos mostrando a evolução de sua técnica, mas o que mais nos deixa feliz é ver que esses jogadores estão aproveitando melhor os benefícios do esporte. O golfe tem um alto índice de aderência, mas também de desistência. É um esporte frustrante e difícil, mas quando jogado com qualidade, pode ser um esporte para a vida toda!

Gostaria de deixar um recado para quem gostaria de aprimorar seu treinamento, mas ainda está em dúvida?

Acho que provei meu ponto para com os jogadores. O treinamento específico vai ajudar a jogar melhor e evitar lesões, isso é fato. Mas gostaria de deixar meu recado para os profissionais de educação física. O golfe é um esporte em crescimento no Brasil. Em 2016 será a volta do golfe às Olimpíadas e o investimento que a CBG está fazendo é notável. Convido vocês a conhecerem um pouco mais sobre o mercado golfístico e se aprimorarem, pois precisamos de profissionais competentes. Vá a um drive range, conheça o esporte e, se quiser mais informações sobre como se especializar para trabalhar nesse segmento, entre no nosso site, fazemos cursos de formação e palestras para educadores físicos por todo o país. Também siga nosso perfil no Facebook e Instagram. Agradeço a Foam Roller Brasil pela oportunidade.

Clique na imagem e saiba mais sobre a Golfepilates

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