8 de janeiro

Batendo um bolão com João Romano

Preparador físico da Seleção Brasileira de Futsal revela detalhes do esporte.

João Carlos Romano sempre gostou de jogar futebol e dessa paixão surgiu sua origem profissional como preparador físico. Iniciou na atividade em 1987, em uma equipe amadora, a Pirelli, de Santo André (SP). Atualmente, trabalha com a Krona Futsal (equipe de São Caetano do Sul) e a Seleção Brasileira, dois grandes desafios.

Em termos de preparação física, João nos explicou a diferença básica entre as valências exigidas em um jogador de salão em relação ao campo. “As diferenças maiores estão centradas no volume (quantidade) dos esforços em um jogo de futebol. Mais que o dobro das encontradas no futsal. Distâncias totais percorridas no futebol são superiores ao futsal (10km contra 4km, em média). Porém, a intensidade encontrada nos esforços do futsal são maiores, em média, daquelas vistas no futebol. Mas os treinos são muito parecidos, com alguns objetivos muito parecidos em ambos esportes, somente levando em conta o que citamos anteriormente, sobre volume e intensidade.”

Sobre o fato do Brasil possuir uma superioridade histórica frente aos demais países no futsal, Romano vê as coisas se transformando. “Acho que esta superioridade já foi maior, provavelmente pela técnica refinada dos atletas brasileiros. Hoje, com um aprimoramento na forma de trabalhar, o futsal mundial está mais nivelado. Então, nos dias atuais, não temos uma grande superioridade do Brasil sobre as grandes seleções do mundo.”

Nas quadras, algumas contusões são mais comuns, como explica. “As lesões articulares, como joelhos e tornozelos, são as regiões mais atingidas estatisticamente, pelo contato constante do esporte. Outro fator agravante é a qualidade dos pisos, que em muitos ginásios não possuem amortecimento e corroboram com esta situação. Lesões musculares de coxa e panturrilha também são comuns.”

Quanto a utilização do Foam Roller nesse sentido, ele é categórico em afirmar os benefícios e aceitação por parte dos atletas, tanto no Krona, quanto na Seleção Brasileira. “O Foam Roller ajuda a evitar lesões através da liberação miofascial, uma preparação inicial para a realização do movimento, atuando como preventivo dos grupos musculares para o início das atividades. Também auxilia na aceleração da recuperação muscular ao final das sessões de treinamento. Existe uma ótima aceitação dos atletas, que ao passar das sessões, tornam como rotina das suas atividades a utilização do Foam Roller. Notamos uma redução significativa no número e na frequência das lesões durante a temporada, bem como uma melhor preparação para o início das atividades diárias, com melhor rendimento.”

Por fim, João Romano deixa uma mensagem para os amantes do esporte. “Recomendo totalmente a utilização do Foam Roller, pois além da comprovação científica, tem a aprovação prática, no dia a dia, de nossas atividades. Utilizem! Façam esta experiência e poderão notar a grande diferença no rendimento de suas atividades, sejam elas profissionais, amadoras ou recreativas. Não exige manutenção do equipamento e é de fácil transporte. Abraço a todos e mãos à obra!”

A bola vai rolar!

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