13 de novembro

Ginástica Artística brasileira rumo as Olimpíadas do Rio 2016

Maria Eugênia Ortiz e Bruno Gragnani revelam como o Foam Roller contribui para a prevenção de lesões.

Em busca de sonhos | Foto: Divulgação COI

Em busca de sonhos | Foto: Divulgação COI

No texto abaixo, os fisioterapeutas Maria Eugênia Ortiz e Bruno Gragnani revelam como o Foam Roller está desempenhando papel fundamental na prevenção de lesões dos atletas da ginástica artística brasileira:

Com os resultados internacionais alcançados em 2011 pela seleção brasileira de ginástica artística, e a conquista do ouro olímpico de Arthur Zanetti em 2012, o país considerado do futebol começou a observar as outras modalidades olímpicas. A ginástica artística ocupa hoje um lugar de destaque no esporte brasileiro e existe uma preocupação muito grande com a saúde dos ginastas. Muitos são os casos em que nas vésperas das grandes competições perdemos nossos atletas para as cirurgias.

Esta realidade motivou o COB a iniciar ações preventivas no preparo dos atletas de alto rendimento em todas as modalidades olímpicas, visando as olimpíadas de 2016. Na casa do campeão olímpico Arthur Zanetti, no Centro de Treinamento de Ginástica Artística de São Caetano do SUl (SP), a motivação contagiou técnicos e profissionais da equipe multidisciplinar e foi feito um projeto de trabalho preventivo que envolve todas as categorias, abrangendo um total de 250 ginastas a partir de 06 anos de idade. A ginástica é um esporte que busca o movimento perfeito. A repetição exaustiva dos elementos e os exercícios de força e elasticidade são excessivamente estressantes e sobrecarregam o aparelho músculo esquelético.

O objetivo do trabalho preventivo é detectar e minimizar estas sobrecargas implantando nas escolinhas, categorias de base e treinamento, rotinas de exercícios de fácil execução, sem atrapalhar o resultado final de performance ou aprendizagem técnica.

O projeto inicia com a avaliação foto postural de todos os ginastas, implantado em 4 fases:
1 – Fase Foam Roller
2 – Fase Core
3 – Fase Biomecânica
4 – Fase Flex

Quanto a fase I, correspondente ao Foam Roller, sabemos da importância da liberação miofascial no desempenho da contração muscular, fluagem do tecido conjuntivo e renovação celular. Por esse motivo, entre as demais ações preventivas, estabelecemos como rotina de treino 15 minutos de autoliberação miofascial no final de cada treino. Usamos como material neste propósito o Foam Roller Brasil e os movimentos propostos abaixo:

1 – Liberação de paravertebrais torácicos e músculos periescapulares. Grupo muscular importante para a estabilização escapular durante o apoio em parada de mão, elemento essencial da ginástica.

2 – Liberação do músculo grande dorsal. Músculo importante na estabilização escapular e nos movimentos de extensão do ombro.

3 – Liberação dos músculos responsáveis pela rotação interna de quadril. Grupo muscular responsável pelo surgimento das bursites do quadril e dores lombares associadas a encurtamentos da cadeia posterior.

4 – Liberação do grupo muscular ísquios tíbiais. Grupo muscular da cadeia posterior que contribui no surgimento de dores lombares e dores anteriores no joelho quando encurtado.

5 – Liberação do músculo tríceps sural. Por realizarem todos os elementos em “ponta de pé” ou “meia ponta”, os ginastas apresentam encurtamento na região da panturrilha.

6 – Liberação do músculo quadríceps. Músculo importante no controle da aterrissagem e altura do salto.

Rumo ao Rio 2016 | Foto: Divulgação COI

Rumo ao Rio 2016 | Foto: Divulgação COI

Para mais informações, entre em contato com a fisioterapeuta Maria Eugenia Ortiz pelo email: me.ortiz@uol.com.br

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