25 de abril

Caroline Kumahara treinando forte em busca dos seus sonhos

Principal atleta do tênis de mesa brasileiro revela como está sua preparação para mais uma Olimpíada

Vice-campeã Pan Americana nos jogos de Toronto, em 2015, Caroline Kumahara é a principal aposta do tênis de mesa brasileiro na atualidade. Com duas Olimpíadas na bagagem, Londres 2012 e Rio 2016, a atleta está em mais um ciclo olímpico e dessa vez conta com uma ajuda especial do fisioterapeuta Fábio Boldrini. Confira a entrevista e saiba mais sobre essa grande esportista.

Você sempre gostou de praticar esportes?

Acho que sim. Lembro-me de quando era pequena e nunca gostei de brincadeiras paradas, como boneca(o) e vídeo game. Sempre gostei de jogar futebol, brincar de pega-pega e essas brincadeiras mais dinâmicas, sempre correndo.

Como iniciou no tênis de mesa e como foi a transformação das brincadeiras com a família e amigos para o profissionalismo?

Morávamos (eu, meus pais e meus 4 irmãos) em um apartamento e meu pai decidiu se mudar para uma casa e construí-la, de modo que fosse bem espaçosa, inclusive com um salãozinho para lazer. A princípio imaginei que ele fosse comprar uma mesa de pebolim ou sinuca, mas ele comprou uma mesa de “ping pong”. Foi aí que comecei a brincar e 2 meses depois, meu pai levou em uma escolinha de tênis de mesa e aí que descobri que era um esporte. Bom, logo que entrei para a escolinha, meu pai já me cobrava seriedade nos “treinos”. Como sempre fui muito cobrada por ele, a transição aconteceu de forma natural.

Quais são os principais desafios físicos do tênis de mesa?

Eu considero o tênis de mesa um esporte muito complexo, por exigir muitas capacidades físicas e mentais ao mesmo tempo. É um esporte de muita precisão e que exige muita concentração. Precisa de muita agilidade, coordenação, concentração, muita noção dos efeitos (da bolinha), capacidade de decisão muito rápida, e acima de tudo, boa técnica e “feeling”.

Após duas Olimpíadas, como está sua preparação nesse novo ciclo Olímpico?

Por enquanto está um pouco mais tranquilo (em relação à viagens), simplesmente por ter acabado de encerrar um ciclo e ser o primeiro ano de mais um. Claro, também por conta da crise econômica e por termos visto um investimento inédito para o esporte brasileiro visando os Jogos do Rio 2016. Além do mais, preciso pensar muito mais sobre os Jogos Pan Americanos de 2019 antes das Olimpíadas em Tóquio 2020, sem contar os outros campeonatos que estão por vir.

Você é o grande nome feminino no tênis de mesa da história brasileira. Acredita que seus resultados influenciam as novas gerações? Há mais garotas vindo por aí pra compartilhar esse espaço com você?

Acho que sempre os resultados influenciam, seja motivando, mostrando que é possível, seja criando competitividade para quebrar mais recordes. Isso é bom no geral para sempre melhorarmos. Tem sim meninas novas com potencial chegando e o meu objetivo é fazer com que elas não compartilhem o mesmo espaço comigo, pois acredito o papel delas, provavelmente, é “me passar”. Esse é o mundo do esporte de alto rendimento e competição.

Como descobriu o Foam Roller Brasil e quais os benefícios você observa com sua utilização?

Descobri pelo meu fisioterapeuta Fábio Boldrini. Eu já tinha um rolinho, mas era um pouco diferente. Com esse novo rolinho da Foam Roller Brasil, estou sentindo que consigo soltar melhor a musculatura, porque ele é mais rígido, assim consigo criar mais pressão. Um local onde senti mais vantagem ainda foi na virilha, por ele ser mais “largo”, assim fica em uma altura boa e consigo um resultado bem melhor com menos esforço.

Carol e Boldrini

Carol e Boldrini

E como é esse trabalho que você desenvolve junto ao fisioterapeuta Fábio Boldrini? Poderia comentar sobre a importância da fisioterapia no seu dia a dia?

Faço um trabalho de prevenção, com exercícios de equilíbrio muscular de acordo com as minhas deficiências, e de analgesia se eu estiver com alguma dor. Nunca tive um acompanhamento assim, e está sendo muito importante para mim, porque ele me atende no clube mesmo, assim não preciso me deslocar e além disso, ele é um excelente fisioterapeuta esportivo. Com esse trabalho de fisioterapia preventiva sinto mais segurança e confiança para treinar forte, com menos medo de lesão, porque qualquer dor que apareça, já tratamos e evita que se torne algo pior. Também evita que eu tenha que diminuir a intensidade dos treinos por medo de piorar as dores. Ou seja, posso treinar forte durante muito mais tempo, aumentando meu rendimento e consequentemente meus resultados.

Gostaria de deixar um recado para as meninas que assim como você sonham em vencer desafios e se dar bem no esporte?

Gostaria de dizer para elas lutarem sempre por seus objetivos, defendendo seus princípios com caráter e integridade. E também para nunca deixarem que o machismo que temos que enfrentar todos os dias, ainda mais acentuado dentro do esporte, as faça desistir ou desanimar. Que isso nos dê força para provar que esporte é coisa de menina sim!

Clique na imagem e assista ao vídeo que Carol gravou sobre o Foam Roller Brasil

Clique na imagem e assista ao vídeo que a Carol gravou sobre o Foam Roller Brasil

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