24 de dezembro

Amanda Torres: Família na esportiva

O alto astral e a energia de uma super mãe.

Exercitando a união | Fotos: Arquivo pessoal

Exercitando a união | Fotos: Arquivo pessoal

Família é coisa muito séria. Por isso mesmo, Amanda Torres leva o assunto na esportiva. Colocou todo mundo pra correr! Essa mineira cheia de energia é analista judiciária em Brasília e aproveita a geografia do local para praticar seu esporte favorito: corrida, é claro! A super mãe e atleta também é blogueira do Big Motherns Brasília, um grupo de amigas que adora praticar exercícios e compartilhar experiências. Amanda fez a gentileza de conversar conosco e contar um pouco da sua incrível história.

O que mudou na sua vida depois que você se tornou mãe?

Engraçado que não consigo imaginar minha vida sem o Gustavo, é como se eu sempre tivesse sido mãe dele. É meio doido mas é assim. Mas quando nos tornamos mães, toda nossa vida e prioridades mudam. Passamos também a conhecer uma outra dimensão de amor, diferente de qualquer outro.

Foi difícil conciliar o esporte com a nova fase?

Voltei a “viver” separadamente do Gustavo depois do retorno ao trabalho, quando ele estava com seis meses. Até então não ficava uma hora que fosse longe dele, até por causa da amamentação, então não fiz nenhum exercício nesse período. Vivi intensamente com e para ele. Depois de voltar a trabalhar, eu descobri que ele seria capaz de sobreviver sem mim (risos). Quando o Gustavo estava com 8 meses, consegui voltar a me mexer. Comecei frequentando aquelas academias para mulheres que a gente vai 3 vezes por semana, por 30 minutos. Não achava que fazia muito efeito, mas foi a forma de começar. Foi importante para sair da inércia e voltar a fazer alguma atividade física. Um tempo depois, troquei para o pilates e há quase 3 anos atrás a corrida entrou na minha vida para não mais sair.

Você é uma apaixonada por corrida?

Muito! Correr é sim uma das minhas grandes paixões. Eu simplesmente me achei nesse esporte.

Porque acha que se deu tão bem com ele?

Sempre tive vontade de correr e não conseguia. Achava lindo quem corrida. Via as pessoas correndo nos parques e morrida de “inveja” (risos). Já havia tentado algumas vezes, antes mesmo de engravidar, mas acredito que por falta de orientação correta não engrenava. Então era tipo uma paixão mal resolvida, um amor platônico. Até que algumas amigas de um grupo de mães que eu participava começaram a correr e me incentivaram a ir também. Fiz uma nova tentativa, dessa vez com orientação correta, e fluiu. Eu dizia pra mim mesma: “Se elas conseguem eu também posso conseguir”. O apoio e incentivo delas foi fundamental.
Agora respondendo especificamente sua pergunta, acho que me dei bem com a corrida porque é uma atividade que me proporciona grande bem estar físico e mental. É, de verdade, uma terapia, e traz benefícios estéticos visíveis. Sentir o vento no rosto, o corpo em movimento, a superação treino pós treino, são coisas que me motivam, inclusive em outros campos da minha vida. Sem contar a simplicidade do esporte, que pode ser praticado em qualquer lugar, no tempo que se tenha disponível.

Vocês são uma família de corredores? Inclusive o Gustavo?

Somos sim (risos). O Gustavo tem 5 anos, recém completados e, além de frequentar a turma kids do grupo de corrida que eu participo, já participa de provas desde os 2 anos de idade. Ele adora!

E o maridão, participa junto?

Participa sim. Na verdade ele foi o primeiro a começar na corrida. Ele estava entre aquelas pessoas que eu ‘invejava’ (risos). Ele conseguia correr e eu não. Só que ele era um corredor mais relax, gostava de correr por correr e pronto. Não se interessava em participar de provas ou coisas do tipo. Ele também já nadava fazia um bom tempo e pedalava eventualmente. Aí eu o incentivei a iniciar o triathlon. Ele começou e hoje ama. Já curte participar das provas e até mesmo das que são só de corrida. Se temos quem fique com nosso filhote vamos os dois, se não, revezamos. Agora ele está se preparando para o Iron Man 70.3 de Brasília, em abril. Depois que a gente descobre a adrenalina e energia das provas não quer mais ficar sem participar.

Quais os próximos desafios na sua vida esportiva?

O meu maior desafio, desde que comecei a correr, estou vivendo agora, que é ficar fora das pistas por um tempo, em razão de uma cirurgia que fiz. Sinto uma falta gigante. O segundo desafio será ver como meu corpo irá se comportar no retorno. Saber ter paciência de voltar aos poucos. Eu já estava com um ritmo bom de velocidade e volume de treinos e dar alguns passos pra trás é meio tenso, mas foi preciso e espero retornar em breve com força total. Nas provas, meu grande desafio em 2015 será encarar minha primeira maratona.

Poderia nos contar um pouco sobre o blog, o Big Motherns Brasília, e como ele funciona?

O Big Motherns Brasília é um blog que surgiu do encontro de várias mães que tinham muito a compartilhar com outras mães. No começo era como um diário dos nossos encontros, para mostrar que era possível, sim, ter vida social após a maternidade (risos). Mas, logo no início, vimos que tínhamos muito mais a falar e a compartilhar das nossas experiências reais, de mães reais. Acho que nossos leitores se identificam tanto com a gente por isso, porque não falamos de teorias, estudos e hipóteses, falamos de experiências reais, coisas que vivemos de verdade. Aproveitamos também para divulgar eventos, voltados para o público infantil em nossa cidade, o que é de interesse geral.

Voltando ao assunto dos treinos, como você acredita que o Foam Roller auxilia sua preparação?

Sou muito encurtada e travada, minha elasticidade é quase zero, e o Foam Roller veio para complementar meus treinos de forma muito positiva. Ele já faz parte da decoração da sala (risos). Essa liberação da musculatura que ele promove é mesmo incrível. Um acessório simples que faz tanto por nós. Não fico mais sem.

Quais os benefícios que você identificou no seu dia a dia?

Principalmente, sinto menos dores e incômodos no pós treino. Quando vou correr e já estou sentindo algo, faço antes para dar uma liberada na musculatura e treinar melhor, sem aquela sensação de perna pesada. Quando tenho um dia muito tenso e corrido, já que a rotina não nos alivia, faço nas costas e ele me relaxa bastante.

Gostaria de deixar um recado para os amigos e leitores?

Em primeiro lugar aproveito para agradecer o convite. Foi uma delícia responder essas perguntar. Relembrar como tudo começou é sempre bom. E para quem nos lê, gostaria de dizer que, assim como uma boa educação, uma vida ativa e saudável é uma das melhoras heranças que podemos deixar para os nossos filhos. Eu me preocupo muito em dar esse bom exemplo, em ter o Gustavo envolvido em nossas atividades e escolha por esse estilo de vida. Vivemos na era do sedentarismo, obesidade e vemos doenças crônicas aparecem cada vez mais cedo. Precisamos virar o jogo, sair do comodismo do sofá e fast food e resgatar a saúde. Então o recado que quero deixar é: Mexa-se, por você e por quem está perto. Descubra uma atividade que te faça feliz… são tantas opções. Faça boas escolhas à mesa, consuma menos industrializados e mais comida de verdade, e, sobretudo, seja feliz!

Através do Instagram, Amanda enviou uma linda mensagem de Natal que adoraríamos compartilhar com vocês:

“Pra mim, uma das coisas mais lindas do Natal é ver e sentir a inocência e pureza das crianças. Elas acreditam e esperam pelo Papai Noel, mas também sabem do seu verdadeiro significado e importância (quando se ensina). E o meu desejo a todos é justo esse, de um Feliz Natal, com o resgate dos melhores, mais puros e mais verdadeiros sentimentos que existem em nós!”

Gustavo curtindo seu momento. O maior presente que a vida pode dar!

Gustavo curtindo seu momento. O maior presente que a vida pode dar!

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